Como empresas de entregas e restaurantes devem transportar embalagem de alimentos

Empresas de entregas e restaurantes que fazem delivery de alimentos devem ficar atento a diversas regras e boas práticas para envio e embalagem de alimentos. Além do risco à saúde que embalagem de alimentos fora das normas da Anvisa representa, o desrespeito às boas práticas pode também gerar prejuízos para a empresa que realiza delivery de alimentos. O artigo 10 da Lei 6.437 do Código Civil estipula sanções que vão de multas até a interdição de estabelecimentos que não observam as normas para acondicionar alimentos.

Veja abaixo alguns considerações gerais que deve levar em conta no envio e embalagem de alimentos.

1. Conhecer as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária

Antes mesmo de começar a embalar os alimentos para serem comercializados, deve-se conhecer a fundo a lei que regulamenta a atividade. As normas estão segmentadas pelos seguintes tipos de material:

  • plástico;
  • celulósico;
  • metálico;
  • vidro;
  • têxtil;
  • elastométrico

A legislação é relativamente extensa, logo, o ideal é que seja reservado um tempo para a leitura das Portarias que regem o embalo de alimentos.

2. Utilizar os materiais certos para embalagem de alimentos

O processo de fabricação e preparo de alimentos deve ser planejado para que não haja contaminação em nenhuma etapa. A Anvisa é clara ao reconhecer que utensílios de cozinha e embalagens descartáveis devem ser feitos de materiais que não sejam vetores de agentes contaminantes.

Essas normas também devem ser respeitadas no transporte de alimentos, portanto, quem realiza entregas deve seguir as orientações da agência com o mesmo zelo.

3. Manter a higiene pessoal

Além da assepsia das embalagens, outro aspecto vital ao manipular alimentos para serem embalados é a higiene pessoal. Todos que estiverem envolvidos nos processos de preparo e embalo devem dar atenção especial à higiene das mãos.

Manter um dispenser de álcool em gel ao alcance dos profissionais ajuda muito nesse sentido, tal como a automação de processos, dispositivos de higienização fazem cozinhas e unidades fabris ganharem em agilidade e eficiência.

Assim, os colaboradores não precisam se ausentar dos locais de preparo para realizarem seu asseio. Usar luvas pode ajudar, desde que sejam descartáveis e que só entrem em contato com os alimentos a serem embalados.

4. Cuidar do transporte

Um dos maiores desafios encontrados por quem produz e comercializa alimentos é cuidar do transporte. Nem sempre é possível enviar alimentos por motoboys, mas em alguns casos, com os cuidados certos, dá para transportar sem sustos.

Quentinhas (ou marmitex), por exemplo, devem ser transportadas em mochilas específicas. Elas são confeccionadas em lona, custam aproximadamente R$ 120,00 e podem acomodar até 20 quentinhas, em compartimentos feitos de isopor com capacidade para 4 unidades cada.

Até mesmo os bolos podem ser transportados por motos, desde que sejam embalados e acondicionados em embalagens e recipientes apropriados.

Já o transporte de doces em motos, por exigir mais cuidado ainda, deve ser feito em caixas com divisórias de papelão entre eles. Dentro da caixa, é recomendável que não haja espaço entre os docinhos, para que eles não “sambem” lá dentro durante o transporte.

Existem cuidados adicionais que precisam ser observados, principalmente em relação à higienização dos compartimentos de transporte. Também devem ser observadas as condições de temperatura, uma vez que há alimentos que exigem refrigeração, mesmo em trajetos curtos.

Esse cuidado com a refrigeração, a propósito, deve ser especialmente observado quando o percurso a ser feito for mais extenso que o normal. Alimentos preparados com ingredientes que possam estragar por causa de temperaturas altas precisam ser transportados de forma ainda mais cuidadosa.

Seguindo essas recomendações para garantir a higiene e segurança em embalagem de alimentos, as regras serão atendidas e os produtos terão uma aceitação maior. Afinal, com saúde e alimentação não se pode vacilar!

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